d Judô Kenshin

Associação de Judô
Kenshin


Nippon Den Kodokan Judô Shinsei Kaihatatsu



Desde 1957

Conduta



Regras de boa conduta no DOJÔ-KENSHIN:



  • Só será permitido ao atleta treinar com Judogui, e de preferência Branco, não é permitido o treino com Judogui Bicolor (uma peça Branca e outra Azul);
  • É proibido se trocar fora dos Vestiários;
  • Os atletas vestidos de Judogui ou não, só devem permanecer nos vestiários o tempo necessário para se trocar;
  • A utilização de camiseta por baixo do Judogui é permitido desde que seja branca lisa;
  • para mulheres é obrigatório o uso de camiseta sob o Judogui, somente de cor branca lisa;
  • Os atletas com cabelos compridos deverão amarrar os cabelos de forma que não fiquem se soltando durante o treino, com materiais não metálicos;
  • Deverão ser tirados relógios, correntes, anéis, pulseiras, piercings antes de adentrar no Dojo;
  • Higiene pessoal: unhas cortadas, Judogui limpo (sem odores), chinelos, pés limpos (respeito ao próximo);
  • O atleta vestido de Judogui deve adentrar ao tatami evitando matar o tempo na frente da Associação;
  • Não andar nas dependências da academia sem camisa, salvo em treinos de Sumô que só será permitido a retirada da camisa, durante o treino sobre o tatami;
  • Os atletas poderão adentrar ao tatami apenas na presença de um sensei;
  • Realizar o cumprimento (Ritsu Rei) sempre que adentrar ou se retirar do Dojo;
  • Evitar qualquer manifestação ostensiva que tenda a diminuir o outro atleta, ex. kyais desnecessários;
  • Não é permitido Assobiar no Dojo;
  • O atleta atrasado deve pedir autorização para entrar no treino para o sensei responsável pelo mesmo, caso seja autorizado a entrar, deverá cumprimentar todos os Senseis inclusive os Faixas Marrons, sendo que o primeiro sensei a ser cumprimentado deve ser o mais graduado;
  • Sair do Dojo durante o treino requer autorização de quem o conduz;
  • Quando de explanações nos treinos, todos devem ouvir e prestar atenção no assunto que está sendo tratado, deixando para fazer comentários paralelos após o final da mesma;
  • Todas as pessoas devem ser respeitadas, independente da sua graduação, assim como as graduações não devem ser utilizadas para imposições de nenhum tipo;
  • O Judo é uma arte marcial onde, para poder ser praticado, são necessárias, no mínimo, duas pessoas, para isso, o espírito de colaboração deve ser mantido, devendo todos estarem sempre prontos para ajudar a todos;
  • A hora do Mokusso ou Mokuto é um período de silêncio e introspecção, devendo ser respeitado pelos atletas e pelas pessoas que estiverem assistindo o treino;
  • É recomendável que os atletas no tatami, desliguem seus aparelhos celulares, exceto quem atue em serviços de emergência. Agressões Físicas ou Morais não são permitidas, se ocorrerem, passarão pela avaliação do Diretor Disciplinar e do Conselho Deliberativo, tomando as medidas cabíveis, de acordo com as disposições do Estatuto da Kenshin;
  • Os atletas da Associação de Judo Kenshin deverão solicitar autorização ao Diretor Técnico caso desejarem fazer visitas a outras associações para treinar, assim como ao sensei destas associações;
  • Os pais e responsáveis também devem cumprir todos os itens desta conduta.

  • A diretoria.


Filosofia e História




Um pouco de filosofia e método de ensino da associação de Judô Kenshin.
Judô em japonês escreve-se com dois ideogramas.
Ju = que também se lê yawara, significa suave.
Dô = que também se lê miti, significa caminho.
Judô = caminho suave.
Na Associação Kenshin são utilizadas algumas palavras cujo significado é importante conhecer.
Mokutô (lê-se mokutoo) = oração em silêncio.
Mokusso (lê-se mokussoo) = meditação.
Onegai shimassu = por favor.
Rei = cumprimento (pronuncia-se como o “r” de “areia”).

Kenshin e seu significado.
Ken = manifestação, aparecimento.
Shin = real, verdadeiro.
Kenshin = manifestação da verdade.
A verdade do método do Sensei Shibayama, portanto da Kenshin dojô, resume-se em duas palavras japonesas: Shinsei Kaihatsu.
Shin = Deus (verdade).
Sei = natureza.
Kaihatsu = exteriorizar.
Shinsei Kaihatsu = “fazer exteriorizar a natureza divina de cada um”.

Significa que todo homem é filho de Deus, perfeito e saudável sem mácula, sem pecado. O método consiste em acreditar que o homem verdadeiro, aquele que habita o fundo de nossa alma, é incapaz de pecar e incapaz de praticar o mal. Enxergando-se o homem bom perfeito, este se manifestará.

É este o método da associação de judô Kenshin. Todo homem no íntimo de seu ser é bom, não existem pessoas ruins, mas existem pessoas iludidas que acreditam em valores errôneos. Se pessoas a nossa volta nos parecem más, também somos responsáveis, pois não estamos enxergando naquele errante o homem feito a imagem e semelhança de Deus.

A prática do verdadeiro judô se dá quando há:

  1. respeito ao adversário.
  2. espírito de paz.

O respeito ao adversário é consequência do reconhecimento do ser perfeito que nele habita, graças a ele (adversário) podemos aprimorar o nosso judô.
O espírito de paz de não agressão e não violência é necessário para o desenvolvimento e compreensão das técnicas de judô. Paz no espírito significa um espírito sem ódio, sem temor. Essas são máculas passageiras que nos induzem ao erro.

Judô



Fundamentos







Finalidades



  1. Fazer com que se formem homens dignos, concisos dos seus deveres, respeitadores da Lei e da Pátria.

  2. Homens que saibam distinguir o bem e o mau, que sejam críticos, construtivos e nunca destrutivos.

  3. Procuramos estar sempre junto de Deus e proceder com bondade, sem fazer a outrem aquilo que não queremos que nos façam.

  4. Através do Judô procuramos alcançar a perfeição para fazermos a grandeza do País em que vivemos.

  5. Aqui cultivamos o corpo e o espírito para estarmos aptos a enfrentar a realidade da vida.

  6. A palavra Kenshin significa: “Caminhar em busca da verdade”.

  7. Sensei Sukeji Shibayama.

PREPARAÇÃO / AQUECIMENTO (TAISÔ)


Deve-se tomar cuidado para não entrar “frio” em um treino ou competição, pois as chances de sofrer um estiramento, uma torção ou mesmo um súbito é grande.

É indispensável uma preparação na qual vá gradativamente se aquecendo e preparando o corpo para uma carga de esforço maior e mais prolongada.



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ROLAMENTOS E QUEDAS (UKEMI)


Quando estava na preparação para o lançamento de seu estilo de luta, Jigoro Kano deu uma especial atenção à integridade física do atleta, já que os outros estilos de luta mostravam-se negligentes nessa área e incentivavam golpes perigosos.

Na impossibilidade de eliminar as quedas, consequência natural dos golpes de arremesso, o mestre aperfeiçoou técnicas que praticamente anulam as possibilidades de acidente.

A prática do UKEMI proporciona um excelente senso de equilíbrio e proteção, mesmo uma queda fora do tatame terá seus efeitos sensivelmente diminuídos ou até anulados. Quando fazemos o ukemi, devemos oferecer a maior área possível para o impacto (as costas) e fazer o batimento de mãos e braços para emitir uma contra onda de choque, a fim de atenuar a batida das costas contra o tatame. Quanto às quedas com rolamento, o ideal é tornar o corpo uma bola e aproveitar o impulso para rolar, diminuindo ou eliminando o impacto.

Mesmo depois de ter recebido a ambicionada faixa preta, um grau avançado de prática e conhecimento, o praticante deve continuar a ter o Ukemi como preocupação constante.



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PEGADAS (KUMI-KATA)


O Kumi-kata pode ser aplicado pela direita ou esquerda (migi ou Hidari), dependendo do braço que se distende e segura a gola do quimono (judogi) do adversário. O outro braço deve ficar por fora e segurar a parte externa da manga (sodê).

Pela pegada um adversário pode dominar neutralizar ou abortar um ataque em formação ou já iniciado, em toda a sua extensão.

Para uma boa pegada é necessário ter uma boa base e força nos braços, nos pulsos, nas mãos e nos dedos. A base é o posicionamento dos pés, pernas e tronco, quando em posição de defesa tornam-se um bloco firme, coeso e resistente.



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DESEQUILÍBRIO - POSICIONAMENTO - ARREMESSO (KUZUSHI-TSUKURI-KAKE)


O Kusushi casa-se perfeita e harmoniosamente com a máxima de Jigoro Kano: um mínimo de força para o máximo de eficiência.

Alguns estudiosos da obra do grande mestre acreditam ter sido a sua maior contribuição o fato de ter analisado, dividido e dado nome às fases de projeção, ou seja, Kusushi, Tsukuri e Kake. Isso teria possibilitado o aprimoramento das técnicas já existentes e a criação de outras que viriam enriquecer a arte.

Na aplicação de um golpe há duas possibilidades, uma é escolher a técnica e depois preparar o adversário para recebê-la, e a outra é aproveitar um eventual desequilíbrio para aplicar a técnica mais conveniente e oportuna. Em ambos os casos, a quebra de equilíbrio do adversário ou a preparação, recebe o nome de Kuzushi e pode ser direcionada pra qualquer um dos pontos cardeais ou colaterais, proporcionando oito direções possíveis.

Continuando seu esforço, o judoca se coloca em posição para o arremesso. Essa posição ideal para o lançamento do adversário, é chamada de tsukuri.

O próprio momento do arremesso, a execução final do golpe é o kake.



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TREINAMENTO (GUEIKO)


  • TENDOKU-RENSHIU – Sombra ou treinamento solitário, com ou sem espelho ou aparelhos em que se procura lapidar os golpes e melhorar a rapidez.


  • UCHI-KOMI- Possível aos pares e também em trio. Visa o aprimoramento das técnicas, da rapidez e da força localizada. Dá-se vulgarmente o nome de “entrada”, porque faz o Kuzushi e o tsukuri, para e volta ao início, sem completar o arremesso.


  • YAKO-SOKU-GEIKO – Treino aos pares, livre e bem leve, sem defesa com o movimento “solto”. Explora toda e qualquer chance de golpe. Visa principalmente condicionar os sentidos para o aproveitamento das oportunidades que se oferecem durante o combate.


  • KAKARI-GEIKO- É o ataque consecutivo de esquerda e direita, com defesa leve do companheiro que apenas utiliza o Tai-sabaki. Este treinamento também é excelente para o condicionamento físico.


  • RENRAKU-RENKA-WAZA- Este treinamento permite o estudo e aperfeiçoamento das técnicas que se concatenam e se completam, se combinam.


  • KAESHI-WAZA – É o treinamento dos contragolpes.


  • RANDORI – É o treinamento livre e completo, onde o atleta emprega todo o seu conhecimento e capacidade. É onde se testa a própria eficiência para conhecer os pontos negativos e possibilidades. Pode-se dizer que é a prova final antes do Shiai.


  • SHIAI- É o combate, a meta final para a qual o atleta se prepara por longos períodos. É onde em poucos minutos ou mesmo segundos todo o esforço pode ser coroado com êxito, ou momentaneamente posto por terra. No caso da derrota, o judoca deve raciocinar procurar a falha e corrigi-la, para na próxima tentativa obter a vitória almejada.




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PEGADAS NAS POSIÇÕES DE DEFESA (FUSEGUI)


Dicas para as pegadas:

1 - Fique em posição de defesa semelhante à do oponente. Por exemplo: se ele estiver na posição direita, fique também na direita e vice-versa. Também é importante manter a posição oposta à do adversário.

2 - Os braços devem ficar tensos e o corpo deve estar flexível e descontraído. Os principiantes sentirão dificuldades, mas com o tempo irão se acostumando a controlar os braços.

3 - Ao mesmo tempo em que o judoca aplica as várias técnicas que conhece, ele deve mudar de posição no confronto com o oponente. O objetivo é desenvolver a variedade e versatilidade das técnicas.

4 - Ao iniciar o confronto, segure o casaco do adversário mantendo sempre o dedo mínimo e o anelar juntos. Outra recomendação: ao agarrar o casaco comece pelo dedo mínimo e anelar. Na hora de puxar, acrescente o indicador e relaxe o polegar. É recomendável deixar o polegar descansar ligeiramente no casaco do oponente para que a movimentação dos pés não seja perturbada pela tensão sobre esse dedo.

5 - Um procedimento errado que muitos judocas costumam colocar em prática é fazer a puxada segurando no colarinho do oponente. O certo é segurar pelas mangas.

6 - Os veteranos sabem que o importante é antecipar e ler os movimentos do oponente, as ações e variações empregadas através da pele, da carne, do osso e do clima do momento. Esta habilidade, no entanto, só será notada com muito treinamento.



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MOVIMENTOS DE ESQUIVA (TAI-SABAKI)


A perfeição e a habilidade com que o judoca aplica o golpe dependem muito dos movimentos de avanço e recuo (SHINTAI) do corpo. Se eles estiverem corretos, a posição ideal será alcançada sem esforço. O controle dos movimentos de esquiva envolvem cinco partes:

1 - Cabeça (ATAMA)
Manter a Postura da cabeça de modo que ela se apoie sobre o corpo todo e não apenas sobre o ombro.

2 - Respiração (IKI)
Ordenando a respiração, o raciocínio flui corretamente e os golpes terão a eficácia desejada. Se a respiração não estiver em ordem, é recomendável manter-se afastado do adversário, respirando profundamente e tranquilizando o espírito. Voltando ao estado normal, contraia o abdômen e concentre sua força.

3 - Tronco (DOO)
O lutador pode torcer o tronco, dobrá-lo para frente ou incliná-lo para traz a fim de escapar dos ataques do adversário. Esses movimentos podem ser usados também para o ataque.

4 - Mãos (TÊ)
Se o oponente agarra seu pulso, você pode se libertar aplicando-lhe um simples movimento de mão.

5 - Pés (ASHI)
Realizado conjuntamente com os movimentos do resto do corpo. Os pés se movimentam para frente, viram no ar, golpeiam, etc. Sempre que estiver lutando, o judoca deve utilizar os movimentos corporais conjuntamente. Só com perfeito domínio de todos os elementos os golpes atingirão a perfeição. Se algum golpe não funcionar, é porque alguma parte do corpo não está respondendo ao controle da mente.



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A FORÇA


A força é necessária ao judô, mas não é o mais importante. Ela deve ser usada com método e discriminação. Se o judoca for privilegiado e tiver um corpo musculoso, deverá usar essa massa seguindo os preceitos de harmonia contidos na filosofia de Jigoro Kano. Só assim poderá transformar-se num campeão. A força bruta sozinha nunca servirá como canal, para que, de um judoca surja um grande mestre.

A força do espírito deve estar acima do uso da força física. Esta máxima do judô significa que você deve sempre conservar o espírito calmo, mas nunca demasiadamente relaxado, a ponto de perder a noção do que está ocorrendo à sua volta no TATAME. Significa também que dar preferência à força bruta tira a liberdade do corpo e restringe o progresso das pessoas nas técnicas.



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OS SEGREDOS DA FORÇA


1 - Se o adversário empurrar puxe-o, se puxar empurre-o. Suponhamos que o oponente tenha uma força igual a seis e você uma força igual a quatro. Se um estiver se esforçando para puxar o outro, em direções opostas, é lógico que o quatro perderá para o seis, mas se o mais fraco puxar em vez de tentar compensar a força do adversário estará somando quatro com seis e poderá derrubá-lo facilmente.

Tenha cuidado: Não tente puxar o oponente depois que ele o empurrou, pois será tarde demais. Do mesmo modo, não tente empurrá-lo quando ele ainda não o puxou, ou você ficará completamente vulnerável.

2 - Mantenha sempre o equilíbrio.

Como aplicar a força contra seu oponente com três variantes:

a) Empurrar, depois relaxar e em seguida puxá-lo.
b) Puxar, depois relaxar e então empurrar. O empurrão deve acontecer sem precipitação, no momento que ele revidar a puxada.
c) Arremessar o oponente é o modo mais eficaz de derrubar o adversário quando a proximidade é tanta que não se pode puxar ou empurrar.

Todo o corpo deve ser usado para revirar o oponente e desequilibrá-lo, levantando-o do chão. Nesta ação usa-se a força dos dois braços e o impulso das pernas, joelhos e quadris. Você não deve colocar-se numa posição que o oponente não possa derrubá-lo, mas manter-se nesta posição desde o começo.

3 - Desequilibre o oponente com mínimo esforço.
Para concentrar a força em determinada parte do corpo, é necessário primeiro relaxar com a consciência alerta, sem afrouxar.

A regra vital do desequilíbrio (KUZUSHI), ou seja, a ação que deixa o oponente numa postura fácil de derrubá-lo ou arremessá-lo: a chave é desequilibrar ou quebrar a postura do oponente. Daí pode-se derrubá-lo com o mínimo esforço.

Você pode deixá-lo numa posição instável deslocando o peso do corpo para fora da base de sustentação. Se ele tentar manter o equilíbrio enrijecendo o corpo, ficará em condições desvantajosas e não poderá recuar nem avançar.

WAZA é baseado nos princípios fundamentais do Judô, “O máximo de eficiência no uso da mente e do corpo”.

As teorias do KUZUSHI, TSUKURI e do KAKE são expressões dos princípios do ponto de vista do Waza. O Tsukuri é construído a partir do Kuzushi, que significa destruir a postura de equilíbrio do seu oponente, e “estando você equilibrado” torna seu ataque mais eficiente. O Tsukuri consiste na preparação do golpe para a sua aplicação, o Kake.

O Kuzushi, Tsukuri e o Kake são os princípios técnicos do Judô, você pode aprender o princípio que pode ser aplicado a todas as fases da vida humana.

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O ATAQUE (TORI)


Preparar-se para o ataque significa preparar o próprio corpo e o do oponente para o golpe que virá..

Os principais pontos incluídos nas ações corporais preparatórias são:

1 - Não permitir que o oponente perceba claramente as ações que você está realizando.

2 - Desequilibrar o adversário com pequenos movimentos, forçando-o a fazer grandes movimentos. Esse é o princípio da força centrífuga: você se coloca no centro da ação e, com o mínimo de esforços, obriga o adversário se mexer à sua volta.



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AS MELHORES OPORTUNIDADES


É preciso escolher a oportunidade certa para cada tipo de ação preparatória.
Aqui estão as melhores chances para o ataque ao adversário:

  1. Ele está para vir à frente

  2. Ele está para recuar

  3. Ele vai desviar-se para direita ou para esquerda

  4. Ele vai aplicar-lhe um golpe

  5. O corpo dele está tenso e ele está tentando preparar uma ação

  6. Ele se movimenta de modo apressado e impaciente

  7. Ele aplicou um golpe

  8. Ele tentou aplicar um golpe que falhou

  9. Ele tentou aplicar um golpe e está agora procurando recobrar a posição

  10. No exato momento no que ele recobrou a posição inicial

Lembre-se de um ponto importante: depois de realizar os movimentos preparatórios e ter levantado o oponente no ar, execute um movimento de arremesso, assim o golpe surtirá o efeito desejado.



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O ATAQUE É A MELHOR DEFESA


O importante é você não ficar na defensiva. Se o oponente não pode atacar é porque está ocupado em se defender, isto significa que você está levando vantagem atacando. O ataque é uma defesa e a defesa deve ser um ataque.



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História do Judô


O Judô foi criado em Maio de 1882, na cidade de Tóquio no Japão, pelo Mestre Jigoro Kano que nasceu em 18 de Outubro de 1860, na cidade de Mikage, distrito de Hyogo no Japão. Jigoro Kano começou a praticar Artes Marciais com 17 anos para aprender a se defender, pois era de baixa estatura (1,50m) e muito magro (50Kg). Rapidamente tornou-se especialista em Artes Marciais e então resolveu criar uma luta onde o predominante era a técnica e não a força. Pensando assim, Jigoro Kano, uniu duas Artes Marciais, o qual tornou-se especialista, o Ju-Jitsu e a Arte dos Samurais, eliminou todas as técnicas violentas que aprendera conservando as mais eficientes e assim inventou o Judô.

JU – gentil, suave;
DO – caminho, princípio;
JUDÔ – princípio ou caminho da suavidade.

Em 1882, Jigoro Kano fundou sua escola de Judô, Kodokan, que existe até hoje no Japão e é a maior escola de Judô do mundo. No início Jigoro Kano teve muita dificuldade em ensinar sua “Arte Suave”, pois sofria muito preconceito pelos praticantes de Ju Jitsu, Arte Marcial predominante da época no Império Japonês. Em 1886, o Judô de Jigoro Kano teve reconhecimento em uma competição em Tóquio. Jigoro Kano foi desafiado pelo Império Japonês, então o Judô-Kodokan enviou seus 15 melhores representantes para enfrentar os 15 melhores do Ju Jitsu na época. O resultado da competição foi incontestável e consagrou definitivamente a escola de Judô-Kodokan de Jigoro Kano: 13 vitórias e 2 empates. A partir daí o Judô passou a ser respeitado no Japão e conhecido mundialmente. Jigoro Kano passou a viajar o mundo pra ensinar sua “Arte Suave” e se consagrou o “Mestre do Judô”. O Judô tornou-se Esporte Olímpico pela sua Filosofia e Disciplina. Em uma viagem de Navio para um Comitê Olímpico em Cairo, em 1938, Jigoro Kano ficou muito doente e faleceu a bordo de pneumonia. Muitos alunos de Jigoro Kano já haviam se formado e ontinuaram a ensinar o Judô-Kodokan que até hoje é ensinado nas Escolas, Associações e Clubes do mundo todo imortalizando a “Arte Suave” do nosso saudoso Jigoro Kano.



Os princípios que inspiraram Jigoro Kano


Seiryoku Zen Yo - Princípio da Máxima Eficiência com o mínimo de esforço do corpo e o espirito.

É ao mesmo tempo a utilização global, racional e utilitária da energia do corpo e do espírito. Jigoro Kano afirmava que este princípio deveria ser aplicado no aprimoramento do corpo. Servir para torná-lo forte, saudável e útil. Podendo ainda ser aplicado para melhorar a nutrição, o vestuário, a habitação, a vida em sociedade, a atividade nos negócios na maneira de viver em geral. Estando convencido que o estudo desse princípio, em toda a sua grandeza e generalidade, era muito mais importante e vital do que a simples prática de uma luta. Realmente, a verdadeira inteligência deste princípio não nos permite aplicá-lo somente na arte e na técnica de lutar, mas também nos presta grandes serviços em todos os aspectos da vida. Segundo Jigoro Kano, não é somente através do judô que podemos alcançar este princípio. Podemos chegar à mesma conclusão por uma interpretação das operações cotidianas, através de um raciocínio filosófico.

Jita Kyoei - Princípio da Prosperidade e Benefícios Mútuos.

Diz respeito à importância da solidariedade humana para o melhor bem individual e universal. Achava ainda que a ideia do progresso pessoal devia ligar-se a ajuda ao próximo, pois acreditava que a eficiência e o auxílio aos outros criariam não só um atleta melhor como um ser humano mais completo.

Em 1882, Jigoro Kano fundou sua escola de Judô, Kodokan, que existe até hoje no Japão e é a maior escola de Judô do mundo. No início Jigoro Kano teve muita dificuldade em ensinar sua “Arte Suave”, pois sofria muito preconceito pelos praticantes de Ju Jitsu, Arte Marcial predominante da época no Império Japonês. Em 1886, o Judô de Jigoro Kano teve reconhecimento em uma competição em Tóquio. Jigoro Kano foi desafiado pelo Império Japonês, então o Judô-Kodokan enviou seus 15 melhores representantes para enfrentar os 15 melhores do Ju Jitsu na época. O resultado da competição foi incontestável e consagrou definitivamente a escola de Judô-Kodokan de Jigoro Kano: 13 vitórias e 2 empates. A partir daí o Judô passou a ser respeitado no Japão e conhecido mundialmente. Jigoro Kano passou a viajar o mundo pra ensinar sua “Arte Suave” e se consagrou o “Mestre do Judô”. O Judô tornou-se Esporte Olímpico pela sua Filosofia e Disciplina. Em uma viagem de Navio para um Comitê Olímpico em Cairo, em 1938, Jigoro Kano ficou muito doente e faleceu a bordo de pneumonia. Muitos alunos de Jigoro Kano já haviam se formado e ontinuaram a ensinar o Judô-Kodokan que até hoje é ensinado nas Escolas, Associações e Clubes do mundo todo imortalizando a “Arte Suave” do nosso saudoso Jigoro Kano.



O espírito do Judô


  1. Conhecer-se é dominar-se, dominar-se é triunfar.

  2. Quem teme perder já está vencido.

  3. Somente aproxima-se da perfeição quem procura com constância, sabedoria e sobretudo humildade.

  4. Quando verificares, com tristeza, que nada sabes, terá feito seu primeiro progresso no aprendizado.

  5. Nunca se orgulhe de haver vencido um adversário, pois ao que venceste hoje pode lhe derrotar amanhã. A única vitória que perdura é a que se conquista sobre a própria ignorância.

  6. O judoca não se aperfeiçoa para lutar, luta para se aperfeiçoar.

  7. O judoca é aquele que possui inteligência para compreender aquilo que ensinam e paciência para ensinar o que aprendeu aos seus semelhantes.

  8. Saber cada dia um pouco mais, utilizando o saber para o bem, é o caminho do verdadeiro judoca.

  9. Praticar Judô é educar a mente a pensar com velocidade e exatidão, bem como o corpo a obedecer com presteza. O corpo é uma arma cuja eficiência depende da precisão com que se usa a inteligência.



Jigoro Kano



Kata


Existem três formas principais de praticar Judô: Kata, Shiai e Randori. Kata, que literalmente significa "forma" é praticado seguindo um sistema formal de exercício pré-estabelecido, enquanto o Shiai e o Randori são praticados livremente. Através da prática do Kata, os formandos aprendem os princípios das técnicas.
No Kodokan, os oito Katas seguintes são adotados principalmente;

1-Nague no Kata (formas de projeção).
Três técnicas são escolhidas a partir de cada um dos cinco Nague Wazas: Te waza, Koshi waza, Ashi waza, Ma sutemi waza e Yoko sutemi waza.

2-Katame no Kata: (formas de domínio no solo).
Cinco técnicas são escolhidas a partir de cada um dos três Katame Wazas: Ossae komi waza, Shime waza e Kansetsu waza.

3-Ju no Kata: (formas de suavidade e flexibilidade).
Esta é uma composição expressiva, ginástica dos métodos de ataque e defesa em uma série de ações lentas e moderadas. É composto por três componentes, Dai-ikkyo (Grupo 1), Dai nikyo (Grupo 2) e Dai sankyo (Grupo 3), cada um deles tem cinco técnicas.

4-Kime no Kata: (formas de técnicas decisivas).
Esta consiste em aprender as técnicas para a séria de combate real. Consiste nas técnicas em posição ajoelhada (Idori, 8 técnicas) e em pé (Tachiai, 12 técnicas).

5-Kodokan Goshin Jutsu: (formas da Kodokan de autodefesa). Esta consiste de uma "seção sem Armas" e uma "seção com Armas". A seção "sem Armas" consiste em doze técnicas, enquanto a seção "com Armas" consiste em nove técnicas.

6-Koshiki no Kata: (formas antigas). É o conjunto de técnicas que eram ensinadas pelas escolas tradicionais de Ju Jutsu, as quais foram incorporadas e mantidas pelo criador do judô no intuito de preservar as raízes das artes marciais japonesas.
Tradicionalmente, as técnicas eram executadas com armadura de samurai. Consiste em 14 técnicas de Omote (parte dianteira) e 7 técnicas de Ura (parte traseira).

7-Itsutsu no Kata: (formas de cinco). Estas formas expressam o mecanismo de ataque e defesa de forma elevada. Consiste em cinco sequências de movimentos que expressam artisticamente o poder da natureza.

8- Seiryoku Zenyo Kokumin Taiiku: (formas da máxima eficiência - educação física nacional). Esta contém ambos os aspectos da educação física e artes marciais e tem formas de ataque e defesa. Consiste em 8 movimentos de Tandoku renshu (prática de Solo) e 9 movimentos de Sotai renshu (prática de Dupla).



Normas e Regras do Judô


  1. Sempre manter a disciplina e o respeito no Dojô;

  2. Manter o Dojô sempre limpo;

  3. Não é permitida a entrada de alimentos e/ou bebidas no Dojô;

  4. Cumprimentar corretamente ao entrar e sair do Dojô;

  5. Nunca subir no Tatame com qualquer tipo de calçado;

  6. Manter o silêncio no Dojô e estar atento às instruções do Sensei;

  7. Não treinar em outro Dojô sem autorização do Sensei;

  8. Nunca utilizar as técnicas aprendidas em aula fora dos tatames;

  9. Sentar-se corretamente no tatame;

  10. Sair durante as aulas somente em casos extremos, com a devida permissão do Sensei.